Método Referência Simplifica

Método e site por Reinaldo Assis

Antes de começar a ler sobre o método, é interessante já saber encontrar as notas no braço do instrumento.

Ir para o Encontrador de notas →

A base do MRS é a escala maior. O objetivo deste método é fazer você entender rapidamente como encontrar todos os modos gregos — e, portanto, a escala menor também, que é o sexto modo grego — a partir da escala maior, compreendendo que mudar qual nota você trata como tônica (o tom da música) altera o nome que essa mesma escala recebe.

Antes de dar nomes aos bois

Chamemos os modos gregos de primeiro, segundo, terceiro… até o sétimo modo grego.

Não precisamos decorar nomes como Dórico ou Mixolídio agora. O MRS prioriza referências visuais e a lógica dos graus. Primeiro você aprende onde estão as notas; os nomes vêm depois, quando já faz sentido.

Para encontrar os modos gregos, precisamos dominar a escala maior no braço. A partir dela, cada modo é apenas uma mudança de referência — qual grau você trata como tônica.

A escala maior no braço

Encaixe o desenho sobre uma nota e todas as demais notas da escala se revelam.

A escala maior pode ser encontrada com os desenhos abaixo. Ao encaixar o padrão sobre uma nota — a tônica — você sabe imediatamente onde estão os outros graus no braço do instrumento.

Alterne entre os dois desenhos e arraste o grau 1 para experimentar diferentes tonalidades. O braço abaixo inicia em Sol maior.

Observe também como o desenho se altera nas duas cordas mais agudas — Si e Mi agudo — quando você arrasta a tônica para começar a escala a partir de cordas mais agudas. A afinação em terça entre Sol e Si exige esse ajuste de uma casa; é o mesmo detalhe que aparece no Encontrador de notas.

Desenho da escala maior

Tônica: Sol maior

Cordas 6, 5 e 4 — ideal para começar.

Arraste o grau 1 (dourado) ou clique em qualquer casa para encaixar o desenho sobre outra tônica.

solta
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
E
B
G
D
A
E
1 = Sol2 = 3 = Si4 = 5 = 6 = Mi7 = Fá♯1 = Sol

Encontre os graus manualmente

Com o desenho da escala maior, você já consegue localizar qualquer grau em qualquer tonalidade.

Encorajamos você a praticar encaixando o desenho sobre notas diferentes e identificando os graus. Três exemplos para começar — tente resolver antes de revelar a resposta:

L

Tônica: Lá

5.º grau

Encaixe o desenho na nota Lá. Encontre o 5.º grau no braço — a quinta justa da tonalidade.

R

Tônica: Ré

3.º grau

Encaixe o desenho na nota Ré. Localize o 3.º grau — a terça maior que define a sonoridade maior.

D

Tônica: Dó

7.º grau

Encaixe o desenho na nota Dó. Onde está o 7.º grau? Pense na sétima maior, um semitom abaixo da tônica.

Dar nomes aos graus (opcional)

Na escala maior, cada grau tem um nome. Esses nomes mudam quando o intervalo se desvia do padrão maior.

GrauNomeObservação
1TônicaFundamental
2Segundo grauSupertônica / Nona (na extensão)
3Terça maiorDefine a modalidade maior
4Quarta justaSubdominante
5Quinta justaDominante
6Sexta maiorSexta maior
7Sétima maiorUm semitom abaixo da tônica
8OitavaTônica novamente

Quando o grau se desvia da escala maior

Compare sempre com o intervalo que você encontraria na escala maior encaixada na mesma tônica. Uma casa a mais ou a menos altera o nome do grau:

Grau1 casa atrás1 casa à frente
2.º grauSegunda menor / Nona menorSegunda aumentada / Nona maior
3.º grauTerça menorTerça aumentada
4.º grauQuarta diminutaQuarta aumentada
5.º grauQuinta diminutaQuinta aumentada
6.º grauSexta menorSexta aumentada
7.º grauSétima menorSétima aumentada

Como encontrar os modos gregos

O mesmo desenho da escala maior — apenas muda qual nota você trata como tônica.

Até aqui usamos primeiro modo grego, segundo modo grego e assim por diante — sem nomes tradicionais. A ideia é simples: o desenho da escala maior no braço nunca muda de forma. O que muda é qual nota você escolhe como referência (tônica).

Imagine a escala de Sol maior encaixada no braço. Se você tratar Sol como tônica, está no primeiro modo grego. Se tratar Lá (o segundo grau) como tônica, está no segundo modo grego — as mesmas notas, mas reorganizadas a partir de outra referência.

Repita para cada grau: terceiro grau como tônica → terceiro modo grego; quarto grau como tônica → quarto modo grego; e assim sucessivamente até o sétimo grau. É por isso que, ao dominar um único desenho da escala maior, você acessa todos os modos — e a escala menor natural, que é o sexto modo grego.

Resumo visual

Em Sol maior: cada nota da escala, ao ser tratada como tônica, gera um modo grego diferente.

Dar nomes aos bois

Quando estiver confortável com a numeração, estes são os nomes tradicionais de cada modo grego:

primeiro modo grego

Jônio

Escala maior

A tônica coincide com o primeiro grau da escala maior. É a referência de partida.

Tônica sobre o 1.º grau

segundo modo grego

Dórico

Segundo modo grego

A tônica cai sobre o segundo grau. Mesmas notas da escala maior, nova referência.

Tônica sobre o 2.º grau

terceiro modo grego

Frígio

Terceiro modo grego

A tônica cai sobre o terceiro grau. O arranjo de tons e semitons muda a coloração.

Tônica sobre o 3.º grau

quarto modo grego

Lídio

Quarto modo grego

A tônica cai sobre o quarto grau. Brilho característico pela quarta aumentada implícita.

Tônica sobre o 4.º grau

quinto modo grego

Mixolídio

Quinto modo grego

A tônica cai sobre o quinto grau. Sonoridade dominante, com sétima menor em relação à nova tônica.

Tônica sobre o 5.º grau

sexto modo grego

Eólio

Escala menor natural

A tônica cai sobre o sexto grau — este é o sexto modo grego, também conhecido como escala menor natural.

Tônica sobre o 6.º grau

sétimo modo grego

Lócrio

Sétimo modo grego

A tônica cai sobre o sétimo grau. O modo mais instável, raro como tonalidade principal.

Tônica sobre o 7.º grau